
TEXTOS E EXPLICAÇÕES - DIET
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PACIENTES DIABÉTICOS- ENFOQUE ODONTOLÓGICO

Estudos epidemiológicos recentes tem fornecido fortes evidências do papel da doença periodontal, moderada a severa como fator de risco à saúde geral do indivíduo incluindo alterações cardiovasculares, acidente vascular cerebral, descontrole metabólico do diabetes, enfisema pulmonar e parto prematuro.
É importante se dizer também, até como diagnóstico diferencial de dor crônica que os diabéticos podem ser acometidos por neuropatias (dor crônica neuropática/neurite diabética, que se apresentam com característica difusa (choques, pontadas, agulhadas, queimação, contínua, fatigante)
MANIFESTAÇÕES BUCAIS DO DIABETES:
Em geral, os pacientes diabéticos
têm uma alta prevalência de problemas odontológicos, perceptíveis
à partir de uma candidíase, secura bucal , cáries múltiplas
e doença periodontal que não cede a terapias convencionais.
Estes dois últimos pontos geralmente ocorrem por um aumento nos níveis
de glicose na saliva, que também leva a doenças de mucosa (e/ou
tecidos moles).
O fluxo salivar diminuído
e a sensação de queimação na boca e na língua
são queixas comuns dos pacientes com diabetes não controlado
e um possível aumento das glândulas parótidas tem sido
descrito. Muitos diabéticos ingerem medicamentos que provocam xerostomia
(redução drástica da saliva) que pode conduzir a infecção
por microorganismos oportunistas como a Candida Albicans. A Candidiase tem
sido associada com diabetes não controlados.
Com relação a doença periodontal, alguns trabalhos consideram o diabetes como fator de risco, já que um controle metabólico alterado pode facilitar o acúmulo de placa/cálculo, desencadeadores do início do problema gengival/periodontal. A perda óssea nos casos de diabetes tipo I é geralmente maior que nos indivíduos de tipo II, se bem que este assunto ainda seja muito controverso, apesar do aumento da glicose na saliva, associado à diminuição do fluxo salivar, ser capaz de auxiliar em um comprometimento periodontal mais rápido.
Em estudo publicado no The Journal of Periodontology em Novembro de 2001 pesquisadores demonstraram que inflamação e destruição periodontais são mais graves em gestantes diabéticas tipo 1 do que naquelas sem diabetes.Foi observado que diabéticas apresentaram um índice significativamente maior de placas e de inflamação gengival do que as não diabéticas. Notou-se que assim como em outras infecções bacterianas, periodontite em gestantes diabéticas podem afetar o controle de glicemia. Além disso, doença periodontal parece ser um fator de risco independente para nascimento de crianças de baixo peso ou pré-termo.Os autores concluíram que talvez no futuro, avaliações periodontais devam ser incluídas no cuidado pré-natal de mulheres grávida diabéticas, de modo similar ao exame oftalmológico rotineiro.
Na observação destas características (ainda que comuns a outras enfermidades e/ou decorrentes da interação entre fármacos), o cirurgião-dentista deve procurar contato imediato com o clínico geral/endocrinologista/geriatra do paciente, para poder planejar suas futuras intervenções em relação às possibilidades do paciente diabético.
Nos pacientes mal-controlados, procedimentos dentais eletivos devem ser postergados por conta dos níveis de glicose elevados no sangue que podem causar um fechamento da ferida retardado bem como uma incapacidade de resistir à infecção. Os procedimentos e consultas devem ser planejados junto com o médico, de modo a que o paciente não perca refeições (que poderia causar hipoglicemia) ou tenha proibições na ingestão de alimentos e que ambos possam combinar modificações nas medicações.
PREVENÇÃO E TRATAMENTO DA DOENÇA PERIODONTAL EM PACIENTES PORTADORES DE DIABETES:
Visitas ao dentista a cada 3 meses;
* Medidas de higiene oral e controle de placa bacteriana são essenciais a prevenção da doença peridontal;
* O fumo e o álcool agravam o quadro da doença periodontal e diminuí a resistência imunológica, podendo causar ulcerações na mucosa oral mais fragilizada do diabético;
* Profilaxia com antibióticos em tratamentos cirúrgicos e raspagem subgengival em presença de periodontite supurativa;
* Comunicação com o médico do paciente, pois problemas periodontais graves interferem na quantidade de insulina necessária ao diabético, contribuindo para o agravamento de sua saude.
* Os pacientes devem ser instruídos para tomar sua medicação como de costume e ingerir sua dieta normal antes do tratamento para evitar hipoglicemia.
* Consultas matinais são melhores porque os níveis de corticosteróide endógenos nessa hora são maiores, sendo mais bem tolerados procedimentos estressantes.
O paciente diabético é
mais suscetível às doenças periodontais, destaca-se a
importância da detecção e do tratamento precoce das mesmas
bem como o controle das infecções periodontais. Isto deve ser
uma parte importante do tratamento geral dos pacientes diabéticos.
Deve-se instituir uma terapia de suporte regular incluindo a motivação
do paciente e a instrução da higiene oral.
É importante se dizer também, até como diagnóstico
diferencial de dor crônica que os diabéticos podem ser acometidos
por neuropatias(dor crônica neuropática/neurite diabética,
que apresentam-se com característica difusa (choques, pontadas, agulhadas,
queimação contínua,fatigante).
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