
CULTURA CULINÁRIA "BY CARMEN"
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TUDO SOBRE O VINHO
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História da Vinha e do Vinho
Não se pode definir com exactidão a origem da videira vitis vinífera havendo, no entanto, indícios de que o seu aparecimento seja anterior ao do próprio homem.
Quanto à sua origem contam-se várias lendas, como a que nos diz ter sido Noé o primeiro homem a plantar uma vinha, colher e esmagar as uvas e com o sumo obtido se ter embriagado.
No entanto, através de certas obras de arte encontradas no Médio-Oriente onde estão representadas cenas ligadas ao vinho, sabemos que este já tinha papel importante na vida dos povos no ano de 5000 AC.

A vinha e o vinho foram conhecidos muito cedo no Egipto, existindo testemunhos históricos que representam uma cena de vindima e de pisa de uvas, por volta de 1370/1352 antes da nossa era.
Vestígios encontrados no túmulo do Faraó Egípcio Akenaton, que reinou no Egipto por essa altura, confirmam esses factos.
Contudo, é no decorrer das civilizações Grega e Romana que a cultura da vinha se expandiu.
Para provar tal afirmação, basta lembrar que os Gregos lhe consagraram um Deus: Dionísius, que na mitologia Romana passou a designar-se por Bacus.
Também Homero na Ilíada e na Odisséia se refere aos vinhos romanos.
A vinha chega ao território que mais tarde viria a ser Portugal provavelmente com os Tartécios, em 2000 AC.
Mas foram os romanos que expandiram a cultura da vinha mais ou menos por toda a bacia mediterrânica.
É de salientar o papel importante da Igreja Católica na difusão da vinha e generalizaçãodo uso do vinho.
A Igreja Católica consagrou o pão, mas também o vinho, passando este a fazer parte do ritual sagrado da missa. Com a necessidade de obterem o chamado vinho de missa, os monges tornaram-se os grandes impulsionadores e mestres da cultura da vinha e do fabrico do vinho.
Durante o domínio dos Mouros na Península Ibérica, a cultura da vinha e fabrico do vinho foram muito prejudicados, visto que o Islão proibe o consumo de álcool.
No início da Nacionalidade já a produção e comércio de vinho mereciam, por parte dos nossos monarcas, especial atenção, que, de tempos a tempos, lhe concediam Forais e Cartas Régias.
Os Reis D. Dinis e D. Fernando protegeram o comércio do vinho aos Judeus.
Foi com o Marquês de Pombal que definitivamente a vinha conquistou o seu grande estatuto entre nós. É sob as suas ordens que é demarcada a região do Douro em 1756, tendo para tal sido criada a Companhia Geral de Agricultura das Vinhas do Alto Douro, o que corresponde, na prática, à demarcação da primeira região vinícola do mundo. De referir ainda o incremento por ele dado às regiões de Bucelas e Colares.
Em 1864 surge em França a terrível doença mortal, Filoxera, que dizimou practicamente toda a vinha da Europa. Para combater tal doença, recorreu-se à importação de videiras americanas, cujas raízes não eram atacadas por esta doença. Porém, ao solucionar este problema, criou-se um outro, dado que se atribui às videiras americanas a propagação do Míldio, doença que se tem mantido até os nossos dias e que origina custos elevados nos cuidados e protecção da vinha.
É impossível falar do
vinho e do seu valor alimentar sem lembrar a célebre figura de Pasteur
e os estudos por ele efectuados sobre o vinho e as suas descobertas. Pasteur
disse uma célebre frase: O vinho é a mais sã e higiênica
das bebidas.
A mais sã, pois num vinho normal não existem micróbios
que nos causem doenças, o que não acontece, por exemplo, com
a água. Uma bebida higiênica pois, tomada nas devidas proporções,
contribui para a nossa saúde.
Concorre ainda para a nossa alimentação, visto que contém substâncias minerais diversas. É contudo necessário tomá-lo com: conta, peso e medida.

Fleming disse:"A penicilina cura a humanidade, mas o vinho contribui para a sua felicidade."
O VINHO NO MUNDO
Austrália: o décimo primeiro maior produtor de vinho do mundo (450.000 hl/ 12 milhões de galões por ano). produzindo a maioria dos tipos de vinhos, dos aromáticos, secos, vinho de mesa aos vinhos produzidos ao estilo do Porto Vintage. Alguns destes vinhos - como o Semillon Envelhecido; sempre nos mesmos barris de carvalho do Hunt Valley, os fortificados Muskats e Tokays da região nordeste de Victoria - não têm equivalentes em outro lugar, embora todos sejam distintamente australianos, estão ainda perfeitamente colocados no panorama mundial.
Espanha: Aliando tradição e inovação, a Espanha produz vinhos tintos, rosados e brancos de qualidade variada. A sua maior fama se deve ao Jerez, ao Rioja e ao espumante Cava. As suas variedades de uva mais importantes são a Tempranillo e a Garnacha.
Chile: São aproximadamente 63.400 hectares de superfície destinados à vinicultura, distribuídos num país com 5.000 km de extensão e 90 a 400 km de largura. São cinco regiões vitivinícolas, sendo que o Vale do Maule apresenta a maior quantidade de plantações, com 27% do total, seguido pelos Vales de Rapel, Curicó e Itata.
São 450 anos de história. Teve início com a chegada dos conquistadores espanhóis, que levaram variedades viníferas francesas - Cabernet Sauvignon, Malbec, Merlot, Pinot Noir, Sauvignon Blanc, Semillon e Rieling. Os vinhedos chilenos descendentes destas variedades são atualmente os únicos exemplares de clones prefiloxéricos existentes no mundo.
Argentina:
As estatísticas da OIV em 1996, confirmam a importância da
Argentina no cenário vinícola internacional, especialmente no
século vinte: é o quinto maior produtor e o quinto maior consumidor
mundial de vinhos e já ocupou a quarta posição na década
de oitenta.
Durante muito tempo, a quantidade superou a qualidade nos vinhedos argentinos
que adotava-se o cultivo de uvas de alto rendimento, porém de baixa
qualidade (Criola Grande, Cereza, etc.), e um sistema de plantação
arcaico. A alta produção de vinhos inferiores inundou a mesa
das famílias argentinas que não se importavam com a qualidade
da sua bebida do dia-a-dia .
Nas décadas mais recentes, a vitivinicultura argentina passou a cultivar em maior escala uvas de espécies européias nobres, adotou modernas técnicas de cultivo e vinificação e, consequentemente passou a produzir vinhos de boa qualidade. Embora o consumo per capita tenha diminuído, o consumidor argentino aumentou consideravelmente a produção e a exportação de grande número de vinhos de alta qualidade.
A Argentina está prestes a
se transformar em mais uma estrela no cenário vinícola mundial,
fora do circuito europeu, tal como ocorreu com outros países do Novo
Mundo, como o seu vizinho Chile, a África do Sul, a Austrália,
os Estados Unidos e a Nova Zelândia.
Apesar da sua proximidade com os Andes, as regiões vitivinícolas
argentinas, ao contrário do Chile, não ficaram imunes ao ataque
da praga Phylloxera vastatrix e enfrentam a adversidade de um clima seco,
o que demanda cuidado redobrado e a adoção de um eficiente sistema
de irrigação.
França: País de tradição vinícola, a França, como a Itália, encontra-se à frente dos países produtores de vinhos. Com cerca de 7.000 produtores e 18.000 appelations, os gourmets vêm-se em situação difícil na hora da escolha. Porque, da simplicidade de um beaujolais nouveau ao luxo de um château-margaux 1982, a qualidade está sempre presente.
Produção vinícola
total: 55.610 hectolitros (dos quais 44% de marcas de origem controlada, 23%
de vinhos de região, 15% de vinhos de mesa e 18% de vinhos para fabricação
de conhaque).
Total das exportações: 22,8 bilhões de francos (4,5 bilhões
de dólares) dos quais 54% de marcas de origem controlada e 28,5% de
champanhe, para 11,09 milhares de hectolitros, principalmente para a Alemanha,
o Reino Unido, o Benelux, os Estados Unidos, a Dinamarca e o Canadá.
A França ocupa o segundo lugar, depois da Itália.
Consumo de vinho: 63 litros por habitante em 1995 contra 120 litros em 1976.
Brasil: No Rio Grande do Sul concentra-se mais de 90% da produção vinícola do país e lá estão as melhores vinícolas brasileiras. A maior parte destas vinícolas está localizada na Serra Gaúcha região de montanha ao norte no estado, destacando se as cidades de Bento Gonçalves, Garibaldi e Caxias do Sul, seguidas de Flores da Cunha, Farroupilha e Canela, e o restante em Erexim, no noroeste do estado; Jaguari, no sudoeste; Viamão e São Jerônimo, no centro-leste; Bagé, Don Pedrito, Pinheiro Machado e Santana do Livramento, no extremo sul.
Uma pequena parte restante dos vinhos brasileiros é proveniente de diminutas regiões vitivinícolas situadas nos estados de Minas Gerais (municípios de Andradas, Caldas, Poços de Caldas e Santa Rita de Caldas), Paraná , Pernambuco (Santa Maria da Boa Vista e Santo Antão), Santa Catarina (Urussanga) e São Paulo (Jundiaí e São Roque). No entanto, essas regiões cultivam quase que exclusivamente uvas americanas (Isabel, Niagara, etc.) que originam apenas vinhos de categoria inferior. Algumas vinícolas começaram a produzir vinhos elaborados com uvas européias, mas até agora não convenceram. Esperamos que, com seriedade, trabalho e tecnologia, essas regiões possam, pelo menos a longo prazo, oferecer vinhos de boa qualidade.
No quadro vinícola descrito para as regiões fora do Rio Grande do Sul, existe uma feliz exceção situada no Nordeste brasileiro. É o promissor Vale do rio São Francisco, no nordeste brasileiro, especialmente na cidade de Santa Maria da Boa Vista, próxima de Petrolina e Juazeiro, na fronteira de Pernambuco e Bahia.

PRODUÇÃO DO VINHO - VINIFICAÇÃO
A vinificação
É a fase do processo em que a presença do homem é mais
marcante. As principais etapas são:
a - Colheita
b - Desengaçamento
c - Prensagem
d - Fermentação
e - Filtragem
f - Armazenamento
Inicialmente, as uvas são colhidas e rapidamente encaminhadas ao cuvier de modo a evitar sua alteração. Segue-se, então, uma série de operações que permitirão transformar a uva e seu suco em vinho: é a vinificação, que culminará no processo de fermentação, sua principal fase.
A fermentação é um fenômeno natural no curso do qual o açúcar contido nas uvas vão se transformar em álcool sob a ação de micro-organismos: as leveduras. Ao mesmo tempo, ocorre um certo número de outras reações químicas (baixa da acidez, dissolução da cor e dos taninos, etc.)
No fim do processo de fermentação, o mosto de uvas está totalmente transformado em vinho.

Tonéis de vinho
Vinificação de vinhos
tintos
Antes de serem colocados nas cubas de fermentação, os cachos
passam por uma desengaçadeira, máquina concebida para separar
o engaço dos bagos de uva. As uvas ( com sementes e cascas ) são
encaminhadas aos tanques de fermentação, que podem ser de aço
inox, madeira ou cimento.
Com as cascas rompidas, as uvas frescas sofrem a invasão das leveduras, que atacarão principalmente os açúcares da fruta, dando origem a formação de álcool etílico e gás carbônico. Este gás fará com que as partes sólidas do mosto subam à superfície e permaneçam flutuando. Para que se consiga uma boa extração de cor, deve-se mesclar a parte sólida da superfície – chamada de chapéu – com a parte líquida da parte inferior. Em tempos passados, os vinhateiros pisavam no chapéu a fim de fazer a mistura. Atualmente, usa-se um sistema de bombeamento para fazer a circulação e conseqüente mistura de todo o líquido. Tal processo é denominado remontagem.

Na vinificação dos tintos, as cascas das uvas devem ficar em contato com o suco para conferir ao vinho, além da cor, o sabor e o aroma. Os taninos também são extraídos nessa fase, chamada de maceração.
A fermentação alcoólica ou tumultuosa prosseguirá e só será interrompida em 3 situações: quando não houver mais açúcar no mosto; quando a temperatura do vinho atingir 33C; quando o vinho tiver atingido um teor alcoólico de aproximadamente 16 %, pois acima disso as leveduras não conseguem mais provocar a fermentação.
Ao seu final, o vinho é separado de suas partes sólidas , que serão encaminhadas para a prensa a fim de produzir-se um vinho inferior, denominado vinho de prensa. Esse vinho inferior é também utilizado na produção de brandies e bagaceiras.O vinho superior vai para a cuba de decantação, onde ocorre uma segunda fermentação, a malolática, quando o ácido málico se transformará e ácido lático, menos ácido e menos agressivo.
Após essa segunda fermentação, existem dois caminhos: os vinhos de guarda são encaminhados para os tonéis de carvalho para amadurecimento e envelhecimento e os vinhos mais ligeiros, de consumo rápido, para a filtragem e engarrafamento.

Vinificação de vinhos
brancos
Na vinificação de vinhos brancos a fermentação
alcoólica do mosto ocorre sem a presença de suas partes sólidas
( cascas e sementes). Não ocorre, portanto, a maceração,
fermentando-se apenas o suco da uva.
Os bagos devem passar rapidamente da desengaçadeira para a prensa pneumática, onde serão pressionados com cuidado a fim de obter-se o mosto, que será imediatamente sulfitado e filtrado. Segue então para as cubas de fermentação de aço inox. Durante a fermentação, a temperatura será controlada através de serpentinas, dentro das quais circula água fria. A temperatura deve ser mantida entre os 18 e 20C para que se obtenha um vinho branco de qualidade.
A fermentação malolática só ocorre em casos especiais, pois ela inibiria os melhores predicados de um branco: o frescor, a acidez e o aroma frutado.
Alguns brancos, como os Chardonnays do Velho e do Novo Mundo são fermentados em barricas de carvalho.
Vinificação
de vinhos rosados
Os vinhos rosés são geralmente vinificados pelo método
de maceração curta. Ou seja, vinifica-se como os tintos, partindo-se
de uvas tintas, deixando-se o mosto em contato com as uvas por um período
mais exíguo de tempo, que pode ser de algumas horas a até 3
dias, dependendo da tonalidade de cor desejada pelo enólogo . O mosto,
depois de separado de suas partes sólidas, é então encaminhado
para as cubas de fermentação de aço inox seguindo o processo
como nos brancos.
Na região de Champagne, e só nesta região, elabora-se o rosé misturando-se vinho tinto ao branco, desde que todas as uvas provenham da mesma área de apelação. Trata-se da exceção que confirma a regra.
Vinificação
de vinhos de sobremesa
Ao final da fermentação, se parte do açúcar do
mosto não houver se transformado em álcool, teremos um vinho
doce. Caso o teor de açúcar residual estiver acima dos 40 gramas
por litro, o vinho é denominado licoroso.
Há várias técnicas que permitem produzir o vinho doce.A mais utilizada é a que consiste em interromper a fermentação alcoólica do mosto com a adição de anidrido sulforoso seguida de filtração, com o objetivo de eliminar as leveduras. Este procedimento é bastante usado na Alemanha e resulta em vinhos de baixo teor alcoólico e alta taxa de açúcar residual.
Em certas regiões da Itália e no sul da França, as uvas são secas em grandes espaços abertos logo após a colheita, o que concentra o teor de açúcar. Os Passito de Pantalleria (ilha ao sul da Sicília), os Muscat e os Banyuls ( que acompanham tão bem o chocolate) são feitos desta forma.
Vinhos de sobremesa também são feitaos com a vinificação de uvas afetadas pelo fungo da Botrytis Cineria, fenômeno natural que ocorre em algumas poucas regiões produtoras como Bordeaux (Sauternes), Vale do Loire, Vale do Reno e do Mosel, e certas regiões da Austria e Hungria. Chama-se de pourriture noble (podridão nobre) o efeito que esse fungo causa na uva atacando sua casca e desidratando-a.Os Sauternes de Bordeaux, feitos a partir das cepas Sauvignon Blanc e Sémillon botritizadas e tidos como os mais finos vinhos doces do mundo, são feitos dessa maneira.
A colheita tardia ( vendange tardive ou late harvest) é outra forma utilizada. Para tanto dever-se fazer a colheita algumas semanas ou meses após a data normal. A concentração de açúcar na uva ( e no mosto) eleva-se consideravelmente, e quando da fermentação do mosto obtêm-se bom teor de açúcar residual. É uma técnica muito utilizada na Alsácia (França), Alemanha, Austrália e outros países do chamado Novo Mundo.
Adicionando-se álcool neutro ou vínico (aguardente) ao mosto durante a fermentação consegue-se interrompê-la, pois as leveduras não resistem a essa alta concentração alcoólica.Com essa interrupção consegue-se mais açúcar residual, portanto, vinho doce. Obtêm-se então o vinho fortificado, cujos exemplos mais conhecidos são o Porto, o Marsala, o Madeira e os vins doux naturels do sul da França ( Muscat de Rivesaltes e de Beaumes-de-Venise). No Jerez adocicado do sul da Espanha o processo é um pouco diferente, sendo a fortificação realizada após o final da fermentação, quando se adiciona o suco de uvas doce.

Vinificação de espumantes
Vinhos espumantes são aqueles que contêm boa quantidade de dioóxido
de carbono ( CO2) dissolvido em sua composição. Essa substância
fará com que o vinho ganhe seu pérlage (bolhas), formando espuma
na superfície do vinho.
Os espumantes devem sofrer 2 fermentações, sendo que na última deve-se prender o CO2 na garrafa para conseguir-se as bolhas. Assim, na primeira fase consegue-se um vinho normal ou tranquilo, geralmente seco e ácido. Para que se obtenha a segunda fermentação, adiciona-se açúcar e leveduras ao vinho tranquilo.
Há duas formas de conseguir-se essa última fermentação: dentro da garrafa, como em todos os Champagnes ( méthode champénoise),obtendo-se vinhos mais finos e de maior complexidade; ou dentro dos tanques, conhecida como método Charmat, geralmente utilizado nos espumantes mais simples e baratos, jovens e frutados, para consumo de curto prazo.
Os espumantes conseguidos por carbonatação
artificial (injeção de CO2), sem fermentação,
ou por uma única fermentação alcoólica ou malolática,
são de qualidade inferior aos mencionados acima.
As melhores e mais populares variedades de uvas de que são feitos os vinhos

Arneis: Uva do Piemonte (Itália). Produz vinhos de aroma intenso e frescor agradável.
Barbera: Uva típica da região do Piemonte (Itália), é também cultivada na Califórnia, no Chile e na Argentina. Origina vinhos de boa acidez, ligeiros ou encorpados. Bons acompanhamentos de massas, carnes e pratos substanciosos.
Cabernet Franc: Variedade de uvas tintas da região de Bordeaux, França. É bastante parecida com a Cabernet Sauvignon, porém de paladar mais delicado. Pode produzir vinhos em cortes (mistura) com outras uvas, como Malbec, Merlot e Cabernet Sauvignon. É a principal uva do famoso Châteaux Cheval Blanc e, no vale do Loire, participa da elaboração dos vinhos rosés de Anjou.
Cabernet Sauvignon: Difundida em todo o mundo. Com ela, faz-se os tintos de Bordeaux (França). Nestes, em geral, mistura-se também uvas Cabernet Franc, Merlot e Malbec, entre outras, para equilibrar estrutura e sabor e torná-lo refinado. Os melhores vinhedos do Médoc (França) originam vinhos intensos e concentrados, de longo envelhecimento. Comum na Austrália, África do Sul, Califórnia (EUA), Itália e Portugal. No Chile, Brasil, Nova Zelândia e Espanha origina tintos mais leves.
Chardonnay: Considerada a melhor uva dos brancos secos. A cepa das regiões francesas de Bourgogne (que produz vinhos como Chablis, Montrachet, Meursault e Pouilly-Fuissé) e Champagne (onde é misturada com outras) origina vinhos vigorosos. Seus vinhos envelhecem bem (em tonéis de carvalho) e não chegam a ser doces. De fácil plantio e vinificação, é muito usada na Califórnia (EUA), Austrália, Chile, Argentina, África do Sul, Nova Zelândia, Bulgária, Itália e Espanha.
Chenin Blanc: Cepa branca da região do Loire (Anjou e Tourenne), na França. Produz vinhos brancos intensos e maduros, secos ou doces, com bastante acidez (daí a vida longa e o uso em climas quentes). Vouvray, Côteaux du Layon e Savennières são alguns dos vinhos. Em Vouvray e Saumur produz-se espumantes. Cultivada na Califórnia, África do Sul, Nova Zelândia e Austrália.
Cinsault: Encontrada no sul do vale do Rhône e na região do Languedoc-Roussillon (sudoeste francês). Utilizada em corte, produz vinhos de cor intensa e rótulos famosos, como o Châteaneuf-du-Pape.
Dolcetto: Uva bastante cultivada no Piemonte (Itália). Produz vinhos delicados e de boa acidez.
Gamay: Uva do Beaujolais, única região onde produz bons tintos leves. Apreciada em outras regiões da França, Suíça e Califórnia. As melhores cepas produzem vinhos leves, frutados e refrescantes, para serem tomados jovens.
Garganega: Uvas originárias da região de Trentino-Alto Ádige, também presente em outras regiões da Itália. No Vêneto, produz os famosos Soave.
Gewürztraminer (Traminer): Produz vinhos brancos de aroma intenso, geralmente mais álcoólicos. Destaca-se a produção da Alsácia. Cultivada também na Alemanha e Europa Central, Califórnia (EUA), Austrália e Nova Zelândia.
Grenache (Garnacha, Alicante ou Cannoau): Origina vinhos fortes e frutados. Compõe a mistura para fazer o Châteauneuf-du-Pape e é a uva do Tavel, rosé do Rhône (França). Variedade tinta mais importante em Rioja, dá bons rosés na Austrália e Califórnia (EUA). Também é empregada em vinhos de sobremesa.
Kerner: Maior sucesso das novas variedades alemãs (cruzamento entre Riesling e Trollinger tinta). Produz um vinho floral e de boa acidez, mais leve do que o Riesling.
Malbec: Especial na Argentina, é a principal uva em Cahors, e secundária na região de Bordeaux (França). Origina um vinho escuro, denso e tânico.
Malvasia: Uva asiática, bastante cultivada na Itália em outras regiões da Europa. Entre os vinhos que produz estão os famosos Vin Santo toscanos e os Malmsey da Ilha da Madeira (Portugal).
Merlot: Utilizada em vinhos Saint-Émilion e Pomerol, é cultivada em Bordeaux (França). Às vezes, entra na composição de outros tintos, como Cahors e Languedoc-Roussillon, principalmente na região de Médoc (misturada com Cabernet Sauvignon e outras). Dá bons resultados no nordeste da Itália e Suíça. Cultivada também na Nova Zelândia, Califórnia e Austrália.
Moscatel (Muscat): Sabor e aroma facilmente reconhecíveis. Próprio para vinhos de sobremesa (é o 3º elemento do vinho Tokay Aszú), é plantada no mundo todo. A não ser Alsácia, Bulgária e parte da Austrália, produz vinhos bem doces. O melhor Muscat da França vem de Beaumes de Venise.
Müller-Thurgau:
É uma das melhores variedades alemãs brancas, resultante
de vários cruzamentos de Riesling com Silvaner. Uma das principais
cepas do Rheinhessen e Pfalz (Alemanha). Amadurece cedo e dá vinhos
aromáticos e suaves. Origina bons vinhos doces.
Nebbiolo (Spanna, Chiavennasca) : Uma das melhores para produzir tintos na
Itália. Faz os famosos Barolo, Barbaresco, Valtellina. Dá vinhos
intensos, frutados e tânicos, de longa maturação.
Palomino (ou Listan): A grande uva do Jerez. Cultivada na Austrália, África do Sul e Califórnia.
Periquita : Disseminada em Portugal. Faz os tintos de sabor firme. Pode ser misturada com a Cabernet Sauvignon.
Pinot Blanc: Parente da Chardonnay, cresce em Bourgogne e Champagne. É leve e frutada. Branca muito cultivada no norte da Itália, Alsácia e Europa Central.
Pinot Gris: Da família Pinot, é casta de uvas brancas (fusão entre as uvas Pinot Blanc e Gewürztraminer). Produz bons brancos da região de Alsace (França).Também chamada de Rülander (Alemanha), Pinot Beurot, Fauvet e Malvoisie (França). Produz vinhos secos e doces.
Pinot Noir: Única uva a compor os grandes Bourgogne tintos da Côte d'Or, na França (Chambertin, Romanée, Corton e Beaune). Grande aroma, textura e sabor. Também cultivada em Loire e Alsácia (França). Em Champagne, é prensada antes da fermentação para fazer o vinho branco que constitui parte dos melhores champagnes. Origina vinhos leves na Alemanha, Suíça, Áustria e Hungria). É cultivada também na Austrália e Califórnia e Oregon (EUA).
Prosecco; Originada
na região italiana de Vêneto, é quase exclusiva do local
e responsável pela produção de vinhos que levam seu nome.
Ao passar por uma 2º fermentação, o vinho produz perfumes
frescos e frutados, tem leve acidez e paladar suave.
Riesling: A grande uva alemã, que dá bons vinhos secos ou doces (com bom equilíbrio doce/ácido). Aromas delicados e florais. Largamente produzida na Alsácia, Alemanha e Áustria. Na Austrália e Califórnia (EUA), são famosas as videiras de "podridão nobre"(o fungo Botrytis cinerea, que ataca a casca das uvas).
Sangiovese (Sangioveto): Tinta mais importante da Toscana (Chianti). A Brunello, que faz o legendário Brunello di Montalcino, deriva dela. Tem acidez equilibrada e sabor agradável.
Sauvignon Blanc: Principal branca de Bordeaux. Com a uva Sémillon, compõe vinhos secos e grandes vinhos doces (Sauternes e Barsac). Bons vinhos no nordeste da Itália, Chile, Califórnia (EUA), Nova Zelândia, África do Sul, Austrália.
Sémillon: Dá a potência dos Sauternes (com a Sauvignon Blanc), e produz bons brancos secos (Graves). Sujeita ao fungo Botrytis cinerea, que perfura a casca, fazendo com que o sumo evapore: o resultado é a concentração de açúcares e aromas. Usada na Austrália, Nova Zelândia, Chile e África do Sul.
Silvaner (Sylvaner): Já foi a principal uva alemã (branca). Nas melhores cepas da Francônia (Alemanha) dá vinhos saborosos. Cultivada ainda na Alsácia, norte da Itália e Europa Central.
Syrah (Shiraz, Petit Sirah): A melhor tinta do Rhône. Dá vinhos de longa maturação e tânicos. Prospera na Austrália, Califórnia e África do Sul.
Tempranillo: Faz tintos do Rioja (Espanha). Tem maturação precoce
Zinfandel: Tinta típica da Califórnia (EUA). Produz bons vinhos frutados, para serem bebidos jovens ou envelhecidos.

OBRA DO NOSSO CONTERRÂNEO JUAREZ MACHADO
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LINKS INTERESSANTES - VINHOS
http://www.capementelle.com.au
http://www.torres.es / http://www.louisjadot.fr
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CURSO COMPLETO DE VINHO - ACESSE: http://basilico.uol.com.br/beber/beber_vi_av.shtml

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